29 janeiro 2007

Sublime.

Castigo não é agressão,
Dor não é incômodo,
Dedicação não é obrigação,
Severidade não é revoltante,
Entrega não é anulação,
Sadismo não é violência
Poder não é despotismo
Submissão não é subjugo
Domínio não é coação e
Fantasia não é insanidade.
BDSM não é condenável
É sublime.

28 janeiro 2007

Ausência

Ausência
By Carla {ALINE}
AUSÊNCIA
Meu corpo se ressente com tua ausência...
Prosto-me ao chão de tanta dor...
Meus olhos se fecham lentamente
na escuridão que rodeia a minha alma...
E com o olhar perdido na escuridão
encontro e sinto a tua presença...
Iluminação, céus, paraíso!
A tua presença é a minha luz...
Quedo-me dobrada
com o corpo doendo
da saudade que me tortura
e me prende na dor...
A dor da tua ausência
que se torna tão mais presença
por me fazer te sentir inteira
em cada poro da minha pele...
Meus membros, sem exceção,
não cessam de te querer,
de te chamar, de te gritar...
Eles urram na imensidão que me tornaste...
Me prendo cada vez mais a ti
para me sentir liberta dos grilhões
que falsamente me revestiam
no desejo nunca alcançado...
Tua ausência é muito mais presente
que a massa corpórea da realidade...
Imagino-te nas estradas e nos atalhos
e me acho nas tuas densas esquinas...
Quedo-me na dor da vertigem
que me faz cair sem eira nem beira
assim como uma flecha certeira
no colo de quem me concebeu...
Em um parto de prazer
na comungação da dor
da ausência presente
que me prende ao teu domínio...

26 janeiro 2007

Dores e amores...prazeres e açoites.

Dores...
Sempre dores...
Mas que sejam dores de amores...
Dores ainda tendo seus toques a me lembrar do que sou, de meus prazeres e meus açoites.
O pior castigo é a ausência...
A falta que sentimos doer fisicamente e, mais que tudo, falta daquele que possui sua alma...
A dor de sentir-se sem o olhar de seu Senhor quando se é mais que uma submissa de alma...
A dor de sentir a falta dos olhos de seu Senhor quando se é uma serva de GUARDIÃO...
{red angel} _GUARDIÃO

23 janeiro 2007

Espera.

ruiv@

Paz

Senhor, que sempre eu sirva como instrumento de Tua paz.

22 janeiro 2007

Espera...

Angel em estado de espera...
Contando dias, horas, minutos e suspiros...
Esperando Aquele que possui as chaves que abrem as minhas comportas internas, deixando fluir minha alma de mulher, meu instinto de fêmea e meus desejos mais internos de servir.
Esperando pelo próximo momento que possa curvar-me em sua presença e reafirmar as promessas mudas de servidão, respeito, submissão e paixão.
Esperando para poder beijar-lhe as mãos e os pés...
Esperando...
meu Senhor esta vindo.
Sub feliz.

21 janeiro 2007

O que é ser uma Escrava

O que é ser uma Escrava
By Jade
Poderia começar este texto copiando coisas que são ditas pela maioria das pessoas tais como; ser escrava é renunciar totalmente ao meu eu, ser um instrumento cego que leva a cabo todas as ordens do Mestre sem as discutir, dar-Lhe o direito de castigar-me e corrigir-me segundo Lhe apeteça sem que possa queixar-me. Saber que um Senhor é perfeito, sempre tem razão, que nunca erra, que não tem deveres, só direitos; que detém a posse tanto de meu corpo como de minha alma; e de meus desejos e vontades.
Que ser escrava é saber-se nada. É ser chão, tapete, cinzeiro, mesa,... Enfim, um ser ínfimo que só existe para ser usado.
Mas não enxergo a coisa desta forma, nem, acredito eu, meu SENHOR gostaria que viesse com uma resposta pronta tirada de FAQ`s SMers. Se me ordenou que escrevesse sobre isso é por que tem algum propósito, e se não for honesta (comigo mesma), esse texto não atingirá a sua meta.
Vejamos:
Ser escrava não significa renúncia do eu, a individualidade não pode ser perdida, pois, juntos, formamos a unidade em um conjunto. Somos complementares enquanto Mestre/escrava: macho/fêmea, claro/escuro, noite/dia, sol/lua, yin/yang. E se renuncio ao meu eu, perco a minha essência e então não nos completaremos mais e, aí, não teremos mais motivos para estarmos juntos. Ou seja, ser escrava é afirmar a minha identidade de submissa, mas, compreendendo a minha individualidade.
Instrumento cego? Jamais! Quero mais é manter meus olhos bem abertos, os sentidos extremamente aguçados, para poder apreciar cada momento, tirar prazer até mesmo dos dilemas que os desafios lançados por ordens dadas, que não compactuem com o meu íntimo, podem me trazer. E diante de qualquer barreira desse tipo, conversar com meu SENHOR, falar do que me vai na alma... Ouvir... e falar mais. Criar uma extensão de mim mesma, além dos limites do que sei, até que o medo se transforme em prazer, o que me fará romper as barreiras impostas por meu consciente racional e socializado.
Questionar castigos, conversar sobre eles, pois quando não se compreende as razões, a punição não serve para nada, cai no vazio da ignorância. Reclamar de alguns castigos, sim, como, por exemplo, retenção de afeto, que não passa de chantagem emocional, e, como tal, é símbolo de imaturidade e insegurança.
Ser escrava é ter consciência de que, da mesma forma que um submisso não é perfeito 24 horas por dia, um Senhor, também, pode não ser. E reconhecer o grande valor deste Senhor todas as vezes em que Ele diz que errou e pede desculpas, sem medo de se sentir inferior por isso, pois sabe que somente almas nobres são capazes deste gesto.
É saber que um MESTRE, Ele, também, tem deveres. Não só direitos: dever de proteger e resguardar sua escrava, de fazê-la feliz. De nutri-la, pois um MESTRE sabe que pessoas crescem como árvores, em diferentes formas, tortas ou direitas, segundo a natureza de seu nutrimento, e, por isso dá o melhor que tem para que a seiva corra e as folhas reverdeçam, seja Sua terra doce ou amarga, o ar acolhedor ou tempestuoso. De proporcionar prazer, de fazer com que sua submissa, mesmo na degradação da escravitude saiba conservar a sua dignidade de ser humano e, principalmente, sua dignidade de mulher.
Ser escrava é conceder a posse do meu corpo àquele que, em um tempo em que se desconfia tudo e de todos, eu sei que resguardará a minha segurança e integridade, pois não vai "quebrar o seu brinquedo preferido" . É mesmo sabendo disso, ter uma safe-word, para no momento em que Ele se empolgue demais, poder pedir-Lhe que pare.
Ser escrava é outorgar a posse de minha alma ao Homem que faz aquela pequena luz bruxuleante que conservo acesa dentro de mim se converter no fulgor de mil archotes. Que me desmantela, que põe as peças sobre uma mesa e me monta novamente. Um Homem muito amado, pois não se pode conduzir alguém através do inferno sem lhe prometer o céu, mas, por isso, às vezes, um carrasco também odiado.
Ser escrava e me ver solta. Afinal, amarrar uma submissa e mandar que ela faça tudo é fácil para um Dom. É saber que, mesmo não sendo vistos, os grilhões estão presentes, pois minha alma já foi invada, que sou sua e até quando o SENHOR quiser...
Ser escrava é percorrer um caminho estranho e assustador, mas, uma vez principiada a viagem, torna-se difícil retroceder, pois é algo muito sonhado por mim que está se concretizando.
Ser escrava é ser uma Lisístrata moderna. Instigar rebeliões, provocar revoltas e insurreições, enfim, ser guerreira. Manter o nariz para cima perante todos. Um jeito imponente, um ar desafiador, que, no aconchego de quatro paredes, se transforma em docilidade, meiguice...
Então, me ajoelho, tiro seus sapatos, sua roupa, coloco minhas luvas e sou o que meu SENHOR quiser. Tudo o que quiser, faço, pois, afinal, sou fêmea, sou mulher, e faço por e com prazer.
Prazer de dar prazer.
E é aí que reside o Seu poder: ser o único a me ter assim. Porque é digno de receber a dádiva que é a submissão de alguém que não se curva perante qualquer um.
Fonte:

O divino Marquês.

“Não há horror que não tenha sido divinizado” Marquês de Sade

"O prazer dos sentidos é sempre regulado de acordo com a imaginação. O Homem só pode pretender felicidade servindo-se de todos os caprichos da imaginação. Beleza é algo simples; a fealdade é a coisa excepcional. E imaginações fogosas, sem dúvida, preferem o excepcional ao simples. O prazer sexual é, eu concordo, uma paixão a qualtodos os outros estão subordinados,mas na qual todos se juntam."

{red angel} _GUARDIÃO

20 janeiro 2007

16 janeiro 2007

A Representação dos Meus "Eus"

A Representação dos Meus "Eus"
Bela {LD}
Transformo-me nos teus quereres.
Esqueço de minhas formas
e moldo-me à mercê de teus instantes.
Ainda estou aqui.
Sei quem sou e o que quero,
mas permito-me mutar-me
para sermos nós em Ti.
Meu relógio conta as Tuas horas.
Faleço à cada partida Tua.
Renasço a cada sorriso Teu.
Vivo de adorar-te.
Mesmo perdendo-me.
Programo-me para não sonhar..
..podes não estar em meus sonhos.
Mantenho-me atenta, acordada.
Preparada para Teus caprichos que não vêem.
Cada sussurro Teu,
ecoa em mim como rugidos
que amedrontam-me,
devoram-me,
cegam-me para o mundo,
mas me aproximam de Ti.
Pertenço-Te.
Sou o nada se Tu quiseres,
assim como posso ser o tudo,
para Teus caprichos.
Sou Tua argila,
que molda-se para Teu prazer,
para que transformes no que te irrita,
no que odeias,
no que ignoras,
no que desprezas,
mas que amas...
do Teu jeito,
da Tua forma,
com Teus mistérios..
que não desvendam-se para mim,
mas permitem-me
ser muitas formas...
Todas elas criação Tua.

14 janeiro 2007

E os filhos retornaram...

Uma noite especial ...

Este final de semana foi, para essa submissa, um acumulo de felicidades.
A reinauguração do Clube Dominna!!!
Nossa casa reabriu suas portas para felicidade de todos os amantes da arte BDSM.
Que único poder estar novamente entre amigos, ouvir as conversas habituais sobre nossas paixões, as brincadeiras, os sorrisos.
Muito bom reencontrar amigos e poder partilhar essa alegria com os amigos: nosso lar SM de volta.
E havia tantos amigos presentes que seria quase impossível enumera-los aqui.
Que delícia ver novamente a Belinha {LD} sorrindo p todos, contando suas histórias e rindo.
Igualmente delicioso poder ver a Senhora Loba novamente, sempre recepcionado a todos com seu sorriso maravilhoso.^^
Ouvir as brincadeiras dos amigos, como Subzero, “brigando” com as subs do lugar p poder beijar seus pés ou se "jogando" aos pés de uma Domme bem na frente da entrada fazendo todos pararem sem poder entrar ou sair...Rs
Ou a Bia_CD (que mora ha tempos em meu coração) dizendo que vai se tornar Dom...rs
Ter a cia à mesa de amigos há muito não vistos, mas há muito já moradores do coração dessa ruiva.
Fazer novos amigos, conhecer e poder olhar amigos que apenas existiam no virtual.
Ir até à cozinha cumprimentar a equipe Dominna, afinal, servir todos nós não deve ter sido tarefa fácil...rs
Maravilhoso poder olhar ao redor e ver pessoas que contribuíram para escrever a história do BDSM no Brasil ao lado de tantos novos amantes da arte que chegam...Unidos por nossa paixão comum, mesmo com gostos e desejos tão diversos entre si.
Aprendi também a caminhar por baixo da mesa ...O que faria sem a Lu Ynaiah {Senhor Verdugo} emh?Rs. E a pedir desculpas quando deixo minha boca ser mais rápida que meu cérebro...Desculpar-se com um Top exige joelhos no chão e olhinhos baixos.^^
Uma noite mágica e única, para resumir.
À Bela {LD}, Senhora Lobba, Leo {BL} (que amo de paixão e já consertei...mil perdões amiga...rs), Marcella e toda equipe do Clube Dominna deixo aqui meus parabéns e desejo de sucesso na nova casa. Foi uma noite inesquecível e temos certeza que essa foi apenas a primeira de tantas outras noites alegres e perfeitas que teremos ao lado de nossos amigos. Que possamos voltar a ter sempre nosso lugar de agora em diante. Apenas nós sabemos a falta que nosso “canto” nos fez esses últimos dias.



ruiv@

11 janeiro 2007

10 janeiro 2007

Sou sua.

Sou Sua Adriana Calcanhoto Sou sua luz * Sou sua cruz * Sou sua flor * Sou sua jura * Sou sua cura * Pro mal do amor * Sou sua meia * Sou sua sereia * Cheia de sol * Sou sua lua * Sua carne crua * Sobre o lençol * Sou sua Amélia * Sou sua Ofélia * Sou sua foz * Sou sua fonte * Sou sua ponte * pro além de nós * Sou sua chita * Sua criptonita * Sou sua Lois * Sou sua Jóia * Sou sua Nóia * Sua outra voz * Sou sua * Plenamente * Simplesmente

08 janeiro 2007

E os bons filhos retornarão a sua casa...
Falta pouco agora.

07 janeiro 2007

Saudades

Deuses profanos não vos peço auxílio
Pras chagas nas carnes flageladas
Em prece só vos suplico
Que arranque com urgência do meu peito
Essa saudade infame da senzala
*lorena{V}

Amor

Trovas de muito amor para um amado Senhor

por Hilda Hilst

Nave

Ave

Moinho

E tudo mais serei

Para que seja leve

Meu passo

Em vosso caminho

Dizeis que tenho vaidades

E que no vosso entender

Mulheres de pouca idade

Que não se queiram perder

É preciso que não tenham

Tantas e tais veleidades

Senhor,

se a mim me acrescento

Flores e renda, cetins,

Se solto o cabelo ao vento

É bem por vós, não por mim.

Tenho dois olhos contentes

E a boca fresca e rosada

E a vaidade só consente

Vaidades, se desejada

E além de vós

Não desejo nada...

05 janeiro 2007

Tatuagem.

Chico Buarque - Tatuagem
Quero ficar no teu corpo feito tatuagem
Que é pra te dar coragem
Pra seguir viagem
Quando a noite vem
E também pra me perpetuar em tua escrava
Que você pega, esfrega, nega
Mas não lava
Quero brincar no teu corpo feito bailarina
Que logo se alucina
Salta e te ilumina
Quando a noite vem
E nos músculos exaustos do teu braço
Repousar frouxa, murcha, farta
Morta de cansaço
Quero pesar feito cruz nas tuas costas
Que te retalha em postas
Mas no fundo gostas
Quando a noite vem
Quero ser a cicatriz risonha e corrosiva
Marcada a frio, a ferro e fogo
Em carne viva
Corações de mãe
Arpões, sereias e serpentes
Que te rabiscam o corpo todo
Mas não sentes
1972 © by Cara Nova Editora Musical Ltda.

02 janeiro 2007

Seria possivel?...

Será loucura se apaixonar por um fantasma?
Uma paixão que de tão etérea reconstrói?
Uma palavra que, mesmo sem toque, rasga?
Uma ausência que sem presença dói?
Permitir a pele em febre e os olhos baixos
E um corpo sem o menor domínio de si?
A um homem cujo cheiro não acho?
A um espectro que não vejo sorrir?
Apaixonar-se por algo que apenas existe
Na tênue linha dos sentidos mais arcaicos?
Criando uma espera que briga e resiste
Tanto a experiência, como a boa vontade dos laicos?
Um espírito que absurdamente consegue tocar-me?
Que me leva a loucura com apenas seus tons de voz?
Sinto minha pele total e completamente a arrepiar-se
Apenas por imaginar, ao amar, seus sons de algoz.
Alguém, ou algo, que apenas existe na imaginação?
Que não possui fragrância, nem tons ou toques de prazer?
E que mesmo assim exerce tamanha dominação?
E que simplesmente precisa desejar para logo ter?
Que é feito diafanamente de palavras, sons e imagens?
Que parecem aos olhos tão desnudas e inocentes
Mas guardam o dom de levar a tamanhas e longínquas viagens
E com elas criar raízes n’alma tão profundas e perenes?
Como e de que forma estes pequenos e diminutos sinais
Podem solidificar, sem nenhum pedido, uma vida na espera?
Que formas magistrais e totais podem afastar quaisquer pessoas reais?
Com apenas poucos sinais e na contramão uma obediência cega?
Tenho que abandonar de qualquer forma meu desejo
Desejar a ti pertencer e um sonho por demais longínquo
Nada do que eu faca, suspiros, lagrimas ou apelos
Farão-te mais próximo de todo meu desejo ou doce suplicio
Melhor te guardar apenas como sonho, minha cura.
Como meu desejo secreto e minha divina salvação
Mesmo sem vislumbrar chances de um alvará de soltura
Pensar em ti como minha derradeira e incurável paixão.
Aquele há quem me dobrei sem nunca ao menos divisar
Aquele que apaixonei sem nunca ser concreto
Aquele que, embora etéreo, a alma me faz desnudar.
Aquele que, embora ausente, me fez objeto.
ruiv@